Durante as minhas aulas, sempre explico aos meus alunos que determinados assuntos dividem opiniões dentro do meio reikiano. E tudo bem, é sempre sadio conhecer opiniões diferentes, afinal, são através delas que conhecemos outros pontos de vista e aprendemos com debates respeitosos. O que é sempre importante ter em mente nesses casos é que para difundir uma ideia, é essencial que tenhamos de fato, conhecimento e embasamento sobre aquilo que estamos falando.
Um dos principais assuntos que geram essa divisão de opiniões é exatamente sobre pagar ou não por uma sessão de Reiki, e até mesmo por cursos.
Bom, então vamos juntos analisar e entender alguns pontos para criar uma opinião:
Há uma tendência muito comum das pessoas demonizarem o dinheiro, o que acaba distorcendo visões através dessa mania de culpar o externo por nossas tomadas de decisão. É mais fácil dizer que o dinheiro é algo ruim do que assumir que as pessoas podem ser gananciosas, imediatistas ou por não saberem administrar aquilo que tem.
É preciso entender que na realidade o dinheiro é apenas uma energia de troca, e grande parte dos terapeutas enfrenta um conflito enorme com relação a isso quando começam a trabalhar na área.
O fato de você cobrar por uma aplicação de Reiki, nada mais é que apenas uma troca que realizamos com nosso cliente, proporcionando um bem estar e ajuda pela desarmonia na qual ele se encontra, enquanto ele nos oferece o dinheiro que vamos utilizar para nos manter como pessoas em uma sociedade onde é preciso pagar aluguel, contas de água, luz, comprar comida, roupas e até mesmo para nosso lazer. É simples, não há nada de errado nesta troca. Inclusive podemos até trazer uma reflexão sobre isso: Quanto vale você ter seu equilíbrio e bem estar na sua vida? Eu ouço muito que “não tem dinheiro que pague por isso”…
Aqueles que cobram por seus cursos e atendimentos o fazem justamente porque eles mesmo fizeram essa troca. Para que o professor pudesse dar aulas, foi preciso passar por todo o processo de iniciação em todos os níveis, sendo necessário, além do autoconhecimento e empenho, um investimento de cursos, livros e tempo para se aprimorar. Com relação aos atendimento é a mesma ideia, já que o terapeuta investiu horas de estudo e o pagamento de cursos e livros para poder proporcionar a você o retorno ao seu bem estar.
“Mas você está cobrando pela energia que está utilizando?” Não, nós não cobramos pela energia, até porque ela está aí, à disposição, para todos utilizarem. Se você me ligar para pedir apenas um envio de Reiki pois não está se sentindo bem, ou mandar uma mensagem pedindo envio para um amigo, parente ou bichinho em necessidade, é claro que eu não vou te pedir um PIX para isso. Mas se você precisar agendar um horário para que eu te ofereça um atendimento, dispondo do meu tempo para me deslocar até você, ou até mesmo para te receber no meu espaço onde eu invisto para proporcionar o melhor ambiente e então colocar os meus conhecimentos em prática para te ajudar, então faremos uma troca pelo serviço que prestei.
Muitas vezes as pessoas consideram errado essa cobrança por acreditar que uma canalização energética (a maneira como Reiki funciona), tem ligação com religiosidade, e por isso não se deve cobrar por algo que é um “dom”, ou um “passe mediúnico” e que deveria ser considerado uma “caridade”. Como já vimos anteriormente aqui no blog, no texto “O Reiki é ligado a alguma religião?”, esta afirmação não tem fundamento e portanto não faz sentido essa justificativa.
Outra razão pela qual muitas pessoas não cobram por aplicações e cursos de Reiki, é o fato de que elas em si aprenderam de forma gratuita, ou então por não trabalharem como terapeutas e portanto não utilizam a técnica como uma ferramenta de trabalho. Dessa forma, sua utilização é totalmente caritativa em projetos sociais ou religiosos.
Eu recomendo que todo terapeuta reikiano faça uma reflexão sobre essa questão e tenha uma opinião sobre o assunto, pois este tipo de questionamento é muito comum. Além de você ter compreensão e conhecimento para explicar suas razões, o seu questionamento em cobrar o atendimento logo no início de carreira será muito menor. Nenhum dos dois lados estão errados, cada um pode levar o Reiki da maneira que bem entender, desde que não tenha um conflito ou um julgamento com aquele que faz de forma diferente.
Se pararmos para pensar, ambos trabalham para o mesmo fim, ajudar a si ou ao próximo, sendo profissionalmente ou de forma beneficente. E no final, é isso que importa.
Texto escrito por Yuri Couto, e revisado por Cynthia Ramos.